Começou como um resfriado leve. Logo a tosse seca se intensificou e as dores nas costas indicaram que os pulmões podiam estar afetados. Jorge da Silva, de 56 anos, procurou o Centro Especializado em Doenças Infecciosas (Cedin) da Secretaria de Saúde (SES-DF) no começo de fevereiro de 2023. Lá, foram realizados testes e ele recebeu o diagnóstico de tuberculose pulmonar.

Antes que o mês terminasse, ele começou o tratamento na mesma unidade especializada. Após meio ano, o residente do Gama havia se curado da doença.

Atendimento especializado
A tuberculose se espalha através do ar, por meio da liberação de aerossóis (partículas do ar) contaminados com o bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis) durante a tosse, a fala ou o espirro. Acredita-se que uma pessoa sem tratamento possa infectar de dez a quinze indivíduos ao longo de um ano.

Se a tosse persistir por mais de três semanas, é fundamental buscar ajuda em uma das 176 unidades básicas de saúde (UBSs) do DF.

Todas as UBSs do DF realizam diagnósticos e oferecem tratamento, que deve ser seguido de forma rigorosa até a conclusão. Para localizar a unidade apropriada, basta informar o CEP.

Crescimento
A tuberculose é a principal responsável por mortes causadas por doenças infecciosas em todo o mundo, ultrapassando a covid-19, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2023, cerca de 8,2 milhões de casos foram registrados – o índice mais alto desde que o monitoramento global começou em 1995. O Dia Mundial de Combate à Tuberculose, lembrado nesta segunda-feira (24), visa aumentar a conscientização sobre os sintomas e a importância de procurar ajuda ao notar os primeiros sinais da doença.

Desde 2020, os diagnósticos de tuberculose no Brasil têm demonstrado um aumento constante. Em 2020, a taxa era de 33,1 casos a cada 100 mil habitantes. Em 2023, esse valor subiu para 40 casos por 100 mil habitantes, resultando em um acréscimo de mais de 15 mil casos anualmente. No DF, em 2024, foram reportadas 480 novas ocorrências, sendo 392 delas de tuberculose pulmonar, a forma mais comum e a principal causadora da continuidade da transmissão.

*Com base em informações da Secretaria de Saúde

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